quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Boas Festas
Que a justiça e a liberdade sejam as regentes dos cidadãos deste País.
Mag!
"Belém vive uma situação de amargura. Só é maravilhosa no Quadrilátero das Mangueiras. É uma cidade selvagem, com um dos piores trânsitos do mundo, total desrespeito aos direitos individuais, com uma elite predadora, violenta e exclusivista. A exceção é a sua geografia. Não existe melhor lugar para acompanhar o que acontece na Amazônia".
No perfil de Lúcio Flávio, a informação de que enfrenta diversos processos judiciais por "denunciar os desmandos cometidos naquela região".
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Memória do Cotidiano
Há muitas imagens da capital, algumas raras, como a da Doca de Souza Franco antes da urbanização. Mas uma das curiosidades são os anúncios de empresas atuantes no Pará, algumas das quais já extintas, como a fábrica de sorvetes Gelar.
Há propagandas sobre muito mais: lojas, empresa de telefonia, fábricas de refrigerante, campanhas eleitorais, artes, entre outros.
É só checar.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Do site da Associação Brasileira de Imprensa
Solidariedade a Lúcio Flávio Pinto 11/12/2009
Organizado por Cláudia Leão, fotógrafa; Maria da Conceição Globovante, publicitária e professora; e Rose Silveira, jornalista e historiadora, o abaixo-assinado de solidariedade ao jornalista Lúcio Flávio Pinto já obteve 766 adesões em todo o País.
O motivo da manifestação é repudiar a sentença expedida pelo Juiz Raimundo das Chagas Filho, titular da 4ª Vara Cível de Belém do Pará, que condenou o jornalista a pagar indenização de R$ 30 mil aos irmãos Rômulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, proprietários das Organizações Rômulo Maiorana (ORM), uma das maiores empresas de comunicação da Região Norte.
Na sentença, expedida em 6 de julho, ainda consta a proibição de veiculação dos nomes dos irmãos e do pai Rômulo Maiorana, fundador da ORM, no Jornal Pessoal, editado por Lúcio Flávio Pinto, com circulação em Belém do Pará.
O atrito judicial se deve ao fato de Lúcio Flávio ter publicado, em 2005, em um livro organizado pelo jornalista italiano Maurizio Chierici, o artigo “Um império ao norte”, também reproduzido no Jornal Pessoal, no qual aborda supostas atividades de contrabandista do fundador da ORM, Rômulo Maiorana.
Dentre aqueles que subscreveram o abaixo-assinado e informaram a profissão estão 152 jornalistas, 101 professores, 54 estudantes, 22 funcionários públicos, 22 psicólogos, 19 historiadores, 13 engenheiros, 12 artistas, 12 sociólogos, 10 escritores, 10 fotógrafos, sete advogados, sete publicitários, sete antropólogos, seis arquitetos, seis dsigners, cinco médicos, quatro economistas, quatro enfermeiras, três assistentes sociais, três administradores, três biólogos, dois policiais, dois produtores culturais, um juiz, um ilustrador, um militar, um contador, um farmacêutico, um geólogo, um bibliotecário e um geógrafo.
Em relação àqueles que informaram a naturalidade estão 247 do Pará, 106 de São Paulo, 29 do Rio de Janeiro, 14 do Distrito Federal, 11 do Rio Grande do Sul, dez de Minas Gerais, nove do Ceará, oito de Pernambuco, oito do Paraná, sete do Maranhão, seis de Santa Catarina, seis do Rio Grande do Norte, cinco da Bahia, cinco da Paraíba, quatro de Alagoas, três de Goiás, três de Mato Grosso, dois do Sergipe, dois do Espírito Santo, dois de Rondônia, dois do Tocantis, dois do Amazonas e um do Mato Grosso do Sul. Assinaram, no exterior, um francês, um italiano e um português.
Ver o original:
http://www.abi.org.br/primeirapagina.asp?id=3293
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
A luta de Lúcio Flávio é citada em Copenhague
Os Repórteres sem Fronteiras divulgaram um documento contendo o nome de dezenas de jornalistas ameaçados em todo o mundo pela cobertura que realizam sobre temas ambientais, entre os quais consta o do paraense Lúcio Flávio Pinto. Ele e o filipino Joey Striber são citados por denunciarem o desmatamento na região onde vivem. Sobre Lúcio Flávio, destacam sua afirmação: "Os recursos naturais não são inesgotáveis. O que é verdade no subsolo também é na superfície. A floresta pode crescer novamente, mas as florestas que o homem está replantando hoje jamais serão tão ricas biologicamente quanto as de milhares de centenas de anos atrás. Daí a importância de conservá-las".
O documento informa que o jornalista enfrenta 33 processos da Justiça por denunciar as agressões contra o meio ambiente na Amazônia. O Solidariedade corrige esta informação, pois nem todos os processos estão relacionados a esse assunto.
As organizações apresentaram ainda uma chamada à ação em benefício de 26 grupos de defesa da liberdade de imprensa em todo o mundo, estabelecendo:
"As organizações midiáticas e as que defendem a liberdade de expressão convocam líderes de todo o mundo para reafirmarem seu compromisso com o Princípio 10 da Declaração do Rio e o Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e chamam à atenção todos os governantes para a necessidade da prática da transparência no acesso à informação e da proteção de jornalistas que cobrem assuntos relacionados ao meio ambiente e às mudanças climáticas.
Os esforços no combate à poluição ficarão seriamente enfraquecidos se jornalistas e ativistas não tiverem liberdade para investigar. O desmatamento ilegal não será revelado, muito menos paralisado, se os repórteres forem detidos quando tiverem interesse na história. Da mesma forma, será difícil, senão impossível, limitar e monitorar as emissões de carbono, se os meios de comunicação não forem independentes de interesses particulares e agendas obscuras".
O Columbia Journalism Review traz a cobertura completa sobre o ato de ontem e pode ser acessado aqui: http://www.cjr.org/the_observatory/threats_to_environmental_journ.php?page=1
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
As últimas do Pará no JP
A cassação do prefeito Duciomar Costa. Lúcio Flávio Pinto mostra as tramas tecidas na cassação do prefeito de Belém, no início deste mês, e o que significam para as próximas eleições.
O bilhete de desfiliação de Almir Gabriel do PSDB. Lúcio faz uma dura avaliação sobre a forma como o ex-líder tucano Almir Gabriel, ao ser anunciada a candidatura de Simão Jatene ao governo do Estado, se desfiliou do partido que ajudou afundar.
Fim de ano. O jornalista faz uma auto-avaliação ao deparar os problemas de saúde que o afligem por viver sob a pressão permanente dos donos do poder e entre as teias dos processos judiciais.
Faz ainda uma bela homenagem ao geógrafo Eidorfe Moreira em "O sábio que se esqueceu".
Leiam, já está nas bancas.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
No Portal Imprensa
Uma ressalva apenas: o abaixo-assinado já foi encerrado, embora a campanha continue, ampliando os efeitos desse documento, que já foi distribuído a diversas entidades.
Abaixo-assinado pede que Justiça reveja condenação de jornalista do Pará
Publicado em: 11/12/2009 13:58
Redação Portal IMPRENSA
Um abaixo-assinado que circula desde o dia 2 de novembro, organizado por jornalistas, repudia a condenação do colega Lúcio Flávio Pinto, dono do jornal Pessoal, do Pará. O documento foi entregue ao Portal IMPRENSA na noite da última quinta-feira (10).
A sentença do juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém do Pará, obrigou o jornalista a indenizar em R$ 30 mil por dano moral os irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos do Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo no estado.
Segundo o magistrado, o jornalista ofendeu a memória do fundador do Grupo Liberal, Romulo Maiorana, ao dizer que ele atuou como contrabandista em Belém na década de 50. O texto teria, segundo o juiz, o "intuito malévolo de achincalhar a honra alheia", sendo uma "notícia injuriosa, difamatória e mentirosa".
O valor da indenização imposta pelo juiz equivale a um ano e meio de receita bruta do jornal. "Aplicá-la significaria acabar com a publicação", disse o jornalista. "Além de conceder a indenização (...) o juiz me proibiu de voltar a me referir não só ao pai dos irmãos Maiorana, mas a eles próprios (...) Aqui, a violação é nada menos do que à constituição do Brasil e ao estado democrático de direito vigente no país, que vedam a censura prévia".
"Reconhecemos o papel que Lúcio Flávio Pinto exerce na Amazônia e, por isso, solidarizamo-nos com sua luta, levando ao conhecimento desta instituição, com fins à divulgação, este manifesto democrático e legítimo de cidadãos brasileiros e de outras nacionalidades", diz o abaixo-assinado.
O texto pede ainda, "a revisão da condenação em nome da democracia e da liberdade de pensamento". Entre 10 de julho e 16 de agosto, o abaixo-assinado recolheu 766 assinaturas.
Para acessar a notícia no Portal Imprensa:
http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2009/12/11/imprensa32683.shtml
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Lúcio Flávio Pinto e o direito à informação
A indicação do nome de Lúcio Flávio Pinto ao 10º Prêmio USP de Direitos Humanos encontra sua razão de ser justamente nessa premissa: a defesa do direito à informação como direito do cidadão e, portanto, em sua relação estreita com a democracia. Uma correlação que faz sentido no exercício profissional de Lúcio Flávio Pinto, cujo direito de informar os donos do poder no Pará tentam usurpar.
Comitê de indicação de Lúcio Flávio Pinto ao 10º Prêmio USP de Direitos Humanos: Cláudia Leão, Izabel Birolli, Maria Christina, Maria da Conceição Golobovante, Rose Silveira e Sílvio Sant'Anna.
Roteiro/Montagem/Pós-produção: Cláudia Leão e Leonardo Pinto.
Agradecimentos: TV Cultura do Pará, Academia Amazônia, Adelaide Oliveira e Dimitri Maracajá.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Memória do Cotidiano 2
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Lúcio Flávio Pinto e a defesa do direito à informação
O Solidariedade a Lúcio Flávio Pinto indicou o jornalista ao 10º Prêmio USP de Direitos Humanos (categoria individual), promovido pela Comissão de Direitos Humanos da Universidade de São Paulo. O vencedor da categoria, que acaba de ser anunciado pela instituição, foi o ativista no combate à discriminação racial Abdias Nascimento, 95, de São Paulo. A premiação será entregue no dia 10 de dezembro, data da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Este blogger parabeniza Abdias Nascimento pela vitória e agradece a todas as pessoas que colaboraram, como depoentes, na elaboração do dossiê e do documentário em favor de Lúcio Flávio Pinto, intitulados Lúcio Flávio Pinto e a defesa do direito à informação:
Rosa Marga Rothe, teóloga, mestre em Antropologia Social, fundadora da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos e ex-ouvidora do Sistema Estadual de Segurança Pública do Estado do Pará.
D. Fr. Alano Pena, arcebispo metropolitano de Niterói (RJ).
Padre Bruno Secchi, coordenador do Movimento República de Emaús, coordenador da Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz da Arquidiocese de Belém e pároco de São Domingos de Gusmão, no bairro da Terra Firme, em Belém (PA).
Padre Ricardo Rezende Figueira, doutor em Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003); coordenador do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo no Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos - NEPP-DH/ CFCH/UFRJ; líder do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo no CNPQ e professor adjunto do Departamento de Métodos e Técnicas da Escola de Serviço Social da UFRJ.
Agradece, ainda, à TV Cultura do Pará pela cessão de imagens do programa Regatão Cultural em homenagem ao jornalista, a Dimitri Maracajá, pela cessão de imagens de seu documentário, Jornal Pessoal: 20 anos, ao Academia Amazônia e à jornalista Adelaide Amaral, pelo apoio à produção.
O dossiê impresso incluiu o abaixo-assinado com 766 assinaturas recolhidas neste blog, entre os meses de julho e agosto, em solidariedade ao jornalista, quando da condenação que lhe foi imposta pelo juiz Raimundo das Chagas Filho, da 4ª Vara Cível de Belém, em 6 de julho deste ano.
O Solidariedade agradece novamente a todos os signatários do documento.
Assista aqui ao documentário roteirizado e editado por Leonardo Pinto.